4 Mitos do Mercado Livre de Energia

4 Mitos do Mercado Livre de Energia

1. Os preços de energia são muito voláteis no Mercado Livre de Energia

Apenas o preço de curto prazo tem grande volatilidade, o que raramente acontece com valores de contratos de médio e longo prazo.

Embora as condições de PLD (preço de liquidação de diferenças) do mercado spot possam influenciar os valores de longo prazo, os preços tendem a não ter grandes flutuações, visto que o mercado se ajusta por oferta e demanda.

A formação de preços do mercado de curto prazo tem uma dinâmica onde precipitações de chuvas, carga do sistema e oferta tem grande peso e que influenciam para cima ou para baixo de forma mais abrupta. Porém, os contratos de longo prazo têm um valor pré-determinado e com isso, é possível garantir aderência ao orçamento desejado de consumo de energia elétrica.

2. A energia elétrica é negociada no Curto Prazo

Apenas consumidores que consumiram mais ou menos que o contratado através de projeção estará exposto ao mercado de curto prazo.

Existem algumas formas de mitigar a utilização de energia no curto prazo, tendo dentro da empresa uma política de compra escalonada, que mantém um “radar” de preços e alternativas ligados para que o mercado esteja ofertando para o futuro.

Conforme mostrado na figura abaixo retirada da CCEE, a maioria dos contratos são realizados em mais de 1 ano e em até acima de 4 anos.

Portanto, apenas para o consumidor livre é possível planejar a compra da energia elétrica não apenas referente ao seu valor, mas também ao prazo, que pode ser tão longo quanto 5 anos, por exemplo.

3. Medo de ficar sem energia

Existe receio dos consumidores que ainda estão no Mercado Cativo, potenciais consumidores livres ou especiais, que se refere à possível retaliação da concessionária de energia com consumidores que não compram o suprimento diretamente da distribuidora.

Na verdade, o papel da distribuidora, na sua lógica de função social/econômica, é a de prover o transporte de energia e garantir a disponibilidade integral de acesso a este insumo. A energia vendida pela concessionária não aufere lucros para as mesmas, uma vez que é apenas um repasse do preço de aquisição em leilões de energia.

Além disso, todo consumidor livre terá um contrato de conexão com a distribuidora que contém todos os direitos e deveres das duas partes. ´

É importante não confundir o mundo físico (a transmissão/distribuição de energia) com o mundo contratual, onde os consumidores e comercializadores firmam o preço e quantidade de compra de energia.

4. E se o meu vendedor de energia não cumprir o contrato, vão cortar a minha energia?

No caso de consumidor livre ou consumidor especial, a escolha do fornecedor de energia é uma alternativa dentre vários agentes possíveis.

Além de uma análise de preço e condições, o consumidor livre deve também verificar a solidez financeira do fornecedor para evitar contratempos no processo mensal de suprimento de energia.

Caso haja um problema de entrega do contrato pelo fornecedor, seja por problemas operacionais ou por inadimplência, o consumidor livre deverá recorrer para o mercado de curto prazo, gerando assim um novo contrato com um outro fornecedor.

Não haverá corte de energia se o consumidor livre estiver lastreado em contratos, independemente de quem seja o vendedor, apenas com a exigência de que seja um agente vendedor devidamente cadastrado na CCEE.

Em alguns textos do nosso blog, tentamos desmitificar um pouco o mercado livre de energia e vemos que a informação gerada de forma simples é a forma mais eficaz para que o consumidor potencialmente livre comece a se habituar a esta forma de contratação.

A Inter Energia dá total suporte desde o estudo de migração, a adequação do sistema de medição e adesão à CCEE até o gerenciamento de todas as tarefas mensais que englobam o correto funcionamento do mercado livre de energia.

Entre em contato com a Inter Energia: contato@interenergia.com.br ou 11 4116-5115 e fale com um de nossos consultores.